Arquitetura Hexagonal × Clean Architecture

Dois padrões que costumam ser trocados um pelo outro, e o que de fato os separa.

Em uma frase

Os dois isolam o domínio das ferramentas pela mesma regra: a dependência aponta para dentro. Hexagonal fala em portas e adaptadores e não conta anéis; Clean Architecture desenha camadas concêntricas e nomeia cada uma. Na essência são o mesmo princípio — a diferença é de vocabulário e de quanto a estrutura é prescritiva.

Critério a critério

  • Qual é a metáfora central?

    Arquitetura Hexagonal
    Portas (interfaces do domínio) e adaptadores (implementações nas bordas), sem contar camadas.
    Clean Architecture
    Anéis concêntricos: entidades, casos de uso, adaptadores e frameworks, de dentro para fora.
  • Quão prescritiva é a estrutura?

    Arquitetura Hexagonal
    Enxuta: define a fronteira porta/adaptador e deixa o resto por sua conta.
    Clean Architecture
    Mais detalhada: nomeia as camadas e o papel de cada uma, com regras entre elas.
  • Onde ficam os casos de uso?

    Arquitetura Hexagonal
    Não são um conceito nomeado; ficam no domínio, dentro do hexágono.
    Clean Architecture
    São um anel próprio, entre as entidades e os adaptadores, com nome e lugar.
  • Qual veio antes?

    Arquitetura Hexagonal
    2005, Alistair Cockburn, como Ports & Adapters.
    Clean Architecture
    2012, Robert C. Martin, sintetizando Hexagonal e Onion na mesma regra.

Quando escolher cada um

Arquitetura Hexagonal

Você quer o princípio no essencial — isolar o domínio atrás de portas — sem prescrição de quantas camadas ter.

Ver o conceito completo

Clean Architecture

Você quer um mapa mais detalhado, com camadas nomeadas e o papel de cada uma explícito para o time seguir.

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Por que confundem

Tratá-los como arquiteturas rivais e discutir qual é 'melhor'. Não são concorrentes: Clean Architecture é, por assunção do próprio autor, uma síntese que inclui a Hexagonal — as duas obedecem à mesma regra de dependência apontando para dentro. Escolher entre elas é escolher vocabulário e nível de prescrição, não filosofia; misturar os termos no mesmo projeto é comum e inofensivo, desde que a regra seja respeitada.